Primeiramente, um dos quesitos mais importantes em um relacionamento é o diálogo, um excelente medidor da satisfação conjugal. Na pesquisa realizada pelo Instituto do Casal, nos meses de setembro e outubro deste ano, 63,45% dos entrevistados afirmaram que conversam duas ou mais horas por dia. Porém, na prática clínica, observa-se uma realidade bem diferente. Será que todas as mulheres gostam de DR e todos os homens odeiam? Puro mito!
Segundo Denise Figueiredo, no consultório as pessoas costumam relatar que têm tido pouco tempo para dialogar com seus parceiros. Se o tempo para conversar é escasso, como será que ficam as famosas “DR s” (discussão de relacionamento).
A discussão
Em síntese, “Há essa percepção equivocada que mulheres gostam e precisam discutir o relacionamento e que os homens fogem desse tipo de situação. Porém, o que vemos no dia a dia do consultório não é isso. Muitos casais não querem discutir nada, nem mesmo falar sobre o dia a dia. Há vários motivos, como considerar perda de tempo, não gostar do estresse que é gerado, pensar que o problema pode se tornar maior, além de ter a sensação de “perder a batalha”, quando o outro tem melhores argumentos durante a discussão”, afirma Marina.
É certo, “ninguém gosta de brigar, muito menos com a pessoa com quem escolheu dividir a vida. Porém, a comunicação dentro de um relacionamento afetivo é a chave para a intimidade, a cumplicidade e a parceria. Se o diálogo está falho, é preciso aparar as arestas”, diz Denise.
Por outro lado, falar sobre tudo, o tempo todo, pode ser cansativo, assim como discutir pequenos problemas que podem ser resolvidos com o tempo. “Os casais precisam entender que sempre haverá algum motivo para discutir, pois são duas pessoas diferentes, com opiniões diferentes, com cultura e educação diferentes, procurando achar o meio termo para viver em harmonia.
Portanto, o segredo é escolher o assunto adequado no momento mais oportuno para ser discutido”, afirma Marina.
DR produtiva
Objetividade
Use uma linguagem objetiva e vá direto ao assunto. Não queira resolver 20 problemas diferentes na mesma discussão. Escolha o que mais está incomodando naquele momento e que pode ser resolvido.
Cuidado com as críticas em excesso
Todos temos defeitos e qualidades. Use a técnica do feedback sanduíche, ou seja, se precisar criticar algum comportamento, aproveite para colocar no meio um elogio. Isso ajuda a não desvalorizar o (a) parceiro (a).
Use o tom adequado
Isso vale para o tom de voz, e também para o tom do discurso, ou seja, sem acusações ou cobranças. Aprenda a conversar, sempre respeitando o outro e suas opiniões.
Escolha o melhor momento
Não adianta querer discutir nenhum assunto quando o outro está cansado ou estressado, depois de um dia cansativo, por exemplo. O ideal é escolher um momento em que ambos estejam descansados e com a mente mais tranquila.
Dê o problema e uma solução
Em suma, sempre que possível ofereça uma sugestão de como poderiam resolver a questão em debate, mas sem impor o seu ponto de vista. O casal deve sempre procurar resolver o problema junto e com uma solução que seja aceitável dentro da realidade em que vivem.
Confira em nosso blog outros assuntos que podem te ajudar!
Tem dúvidas de como lidar com esse processo? Nós, Denise Figueiredo e Marina Simas, sócias-diretoras do Instituto do Casal, podemos te ajudar!
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3 respostas
Interessante.
Show.
Não creio que as DR-s (diálogos) sejam sem propósito e inócuas, todavia, conforme a espécie de roteiro operacional sugerido por sua pessoa nas cinco dicas ao final do sintético Estudo. Elas por si têm um complicador muito sério no encadeamento das réplicas e tréplicas, que são as inevitáveis conjunções que iniciam cada fala dos dois que dialogam, tornando-a ascendente no calor, do agora não dialogo e sim debate, se não observadas, pelo menos, as suas dicas 2 e 3. Sem me estender mais, sugiro a leitura do meu Blog sobre sexo anal no casamento, endereço http://www.sexopecadoecasamento.blogspot.com No qual, partir do parágrafo 36 ao 51 desenvolvo a fragilidade das DR-s (diálogos) convertendo-as naquilo que denominei de DIMONÓLOGO… Não confundir o Tema aqui sugerido com homossexualidade. Porquanto tenho em meus atuais trinta e quatro Estudos postados na Internet, dos quais, treze são sobre o assunto homossexualidade. JORGE VIDAL