Maternidade tardia pode causar problemas no casamento?

A realização do desejo da maternidade, quando tardia, pode trazer também novos desafios

É crescente o número de mulheres que opta por ter filhos mais tarde. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de mulheres com 30 anos ou mais que se tornaram mães cresceu mais de 10 pontos percentuais de 2007 para 2017, passando de 25,7% para 35,1%.

A saber, são muitos os fatores que influenciam nessa decisão, sendo foco na carreira, estabilização financeira e casamentos já na faixa dos 30 anos alguns deles. Segundo as especialistas do Instituto do Casal, Denise Miranda de Figueiredo e Marina Simas de Lima, ter filhos em idade mais avançada pode causar impactos no relacionamento do casal. “A maternidade, seja precoce ou tardia, não vai necessariamente trazer problemas, mas ela muda a configuração do relacionamento. E qualquer mudança tem suas consequências”, afirma Denise.

Triangulação

A entrada de um terceiro elemento na dinâmica do casal é chamada de triangulação. “A maternidade faz você desviar o foco que, antes, era exclusivamente na relação, e ampliar para os filhos. Surge a triangulação, aparece uma série de responsabilidades e experiências para serem vividas em decorrência das fases das crianças”, explica Marina.  Por isso, essa mudança de configuração familiar, de díade para tríade, pode impactar nos sentimentos, nas emoções e na rotina dos membros da família.

Alguns dos problemas relatados são o afastamento sexual e falta de atenção, como se o parceiro perdesse espaço na agenda da mãe. “É preciso não deixar de viver todos os outros papéis que há na vida, como profissional, social e cultural, para viver apenas um: de mãe ou de pai”, diz Marina.

Apesar de mais seguros emocional e financeiramente, muitos casais que decidem ter filhos mais tarde precisam recorrer à fertilização, já que os óvulos femininos perdem qualidade com o passar dos anos. Assim, “isso gera muita expectativa, idealização e, muitas vezes, frustração”, comenta Denise.

Para Marina, o foco excessivo em um filho tão aguardado, querido e que demandou tanto esforço pode ser um dos ingredientes que desanda o casamento. “Isso pode acontecer com ambos os pais, pois queriam tanto os rebentos, que superprotegem e supervalorizam”, pontua. “Tudo precisa ser equilibrado”, diz.

Tem solução?

Maternidade e paternidade não é uma fase pela qual o casal passa e acaba. Ela tem estágios, cada um com seus desafios, que podem influenciar a vida dos envolvidos de maneiras diferentes. Se há um problema advindo da chegada ou criação do filho, o ideal é que seja analisado e conversado. Portanto, “separar um tempo para o casal, priorizar a qualidade e não a quantidade de tempo juntos, ser generosos um com o outro em relação ao novo papel de pai e mãe que estão desempenhando e ter em mente que cada um está fazendo o seu melhor e que fazem parte de uma mesma equipe são algumas dicas que podem ajudar nessa fase”, comenta Denise.

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