Dinheiro: o seu, o meu, o nosso…

Nos primórdios da humanidade, acredite se quiser, a grande motivação das pessoas  para se casar não era o amor e sim a manutenção de propriedades e bens. Foi só muitos séculos depois que surgiu a ideia do amor romântico, ou seja, que as pessoas começaram a se casar por amor. E foi então que misturar dinheiro com amor tornou-se complexo e, às vezes, desconfortável para muitos. Entretanto, a forma de lidar com as finanças em um casamento é tão importante que pode levar o casal a discussões intermináveis, se não houver uma disposição de ambos para alcançar um consenso em relação às finanças.

As especialistas

Segundo Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga e especialista em terapia de casal, o tema dinheiro é tão importante quanto o sexo para o casal alcançar uma conjugalidade estável e duradoura. “Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pelo Serasa Experian, em 2015, no Reino Unido, com três mil pessoas, mostrou que as finanças motivaram 56% dos divórcios durante os três anos que durou o estudo”, conta Denise.

Os problemas financeiros dentro de um relacionamento amoroso estão ligados ao comportamento e à educação recebida pela família de origem, de acordo com Marina Simas de Limas, psicóloga e especialista em terapia de casal. “No casamento é feita a junção de duas formas, na maioria das vezes diferentes, de gerenciar o dinheiro. Isso quer dizer que cada pessoa já entra no casamento com um perfil específico, ou seja, gastador, poupador, organizado, desorganizado, etc. Naturalmente, perfis muito diferentes podem levar a mais conflitos. Com isso, esses casais vão precisar negociar essas questões ou a relação pode ser arruinada”, explica Marina.

“O dinheiro é muito importante para uma relação, mas a forma de gerenciar as finanças é muito mais relevante. Esse assunto deve ser discutido pelo casal antes mesmo da decisão de morar juntos, ainda na época do namoro”, diz Denise. O brasileiro não é educado para gerenciar seu próprio dinheiro. Com isso, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 56,6%% das famílias brasileiras encerraram o ano de 2016 endividadas.

As especialistas em terapia de casais afirmam: a melhor maneira de lidar com o dinheiro dentro de um relacionamento é usar o diálogo, a transparência e fazer um bom planejamento. Um novo ano se inicia e pode ser um ótimo momento para iniciar um planejamento financeiro. Por isso, o Instituto do Casal preparou algumas dicas que podem ajudar nessa tarefa:

Faça um Planejamento

1- Faça anotações e acompanhe a suas despesas

O casal deve marcar um horário para sentar e colocar no papel todos os gastos e os ganhos. Com essa atitude simples será possível ter a real dimensão das contas e das dívidas. Além disso, também ajuda a analisar quais gastos podem ser reduzidos ou cortados do orçamento familiar.

2 – Crie um orçamento

Todas as empresas criam os orçamentos anuais, ou seja, quanto gastar em cada atividade. Em uma casa, isso é muito útil também. O casal pode estipular valores para aplicar em viagens, mercado, água, luz, telefone, etc. É preciso revisar os gastos todo mês para ver se estão dentro da meta estipulada.

3 – Pense antes de gastar

Será que preciso mesmo dessa roupa? Meu filho precisa mesmo de mais um brinquedo? Posso esperar mais um pouco para trocar o celular? Pensar antes de gastar é fundamental para equilibrar as finanças. Mais importante ainda é refletir se o gasto está previsto no planejamento. Caso contrário, ele vira uma dívida!

4- Avalie o que você pode reduzir ou cortar

Um dos maiores gastos das famílias brasileiras é o custo das refeições fora de casa. Por isso, evite comer fora ou reduza o número de vezes que você pede delivery de comida ou come em lanchonetes e restaurantes. Faça essa avaliação com outros custos, como TV a cabo, celular, etc. No mercado você pode substituir os produtos por versões similares mais em conta. Dê preferência para as frutas, legumes e verduras da época. Dica: pesquise os preços na internet. Em geral, são mais em conta que nas lojas físicas.

5 – Poupe

Poupar é quase sempre uma tarefa difícil, mas após organizar os gastos e estabelecer metas, tente guardar todos os meses um pouco de dinheiro para o futuro. Os especialistas em finanças recomendam que é preciso ter uma reserva que possa manter a casa de três a seis meses em caso de desemprego.

Portanto, “nossa dica de ouro: conversem sobre esse assunto, digam como se sentem um para o outro e tentem alcançar a melhor maneira de funcionar de vocês”.

Confira em nosso blog outros assuntos que podem te ajudar!
Tem dúvidas de como lidar com esse processo? Nós, Denise Figueiredo e Marina Simas, sócias-diretoras do Instituto do Casal, podemos te ajudar!
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