Como evitar que o “vício no celular” atrapalhe seu relacionamento

A tecnologia permite que estejamos conectados ao mundo, mas também pode nos tornar mais desconectados uns com os outros

De antemão, a aparição dos primeiros celulares foi uma verdadeira revolução. A possibilidade de se conectar com pessoas a centenas ou milhares de quilômetros de distância transformou a forma como nos relacionamos. Além disso, a tecnologia nunca deixa de nos surpreender trazendo a cada ano novidades quando se trata de celulares, computadores, tablets e etc. Ao mesmo tempo, é irônico pensar que aquilo que ao mesmo tempo nos conecta com os que estão longe também pode nos afastar dos que estão perto com o vício no celular. Por mais tentador que seja permanecer conectado(a), saber a hora de se desconectar e curtir sua relação pode ser ainda mais benéfico e pode evitar alguns desgastes.

De acordo com as especialistas do Instituto do Casal, Marina Simas de Lima e Denise Miranda de Figueiredo, é necessário prestar atenção na saúde dos nossos relacionamentos. “Nos EUA, por exemplo, a taxa de divórcio está em 40% atualmente. Os motivos que contribuem para este cenário são diversos (dinheiro, sexo, filhos), entretanto, pesquisas apontam que um novo vilão está cumprindo um papel preocupante nesta história: o smartphone”.

A pesquisa

De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Baylor, nos Estados Unidos, o “vício no celular” é de fato prejudicial aos relacionamentos amorosos. Esse estudo levou em consideração o “phubbing” – o termo é a junção entre as palavras phoning (“falar ao telefone”) e snubbing (“esnobar/ignorar”), o que significa deixar de prestar atenção em alguém por causa do telefone.

Segundo o levantamento feito no estudo, 70% dos entrevistados admitiram que o phubbing afetou de alguma forma negativa a sua habilidade de interagir com seu(ua) parceiro(a).

De acordo com o professor que conduziu a pesquisa, um possível aborrecimento com algo aparentemente inocente como mexer no smartphone na presença do(a) parceiro(a) pode minar a qualidade do relacionamento, criando um efeito dominó capaz de reduzir a satisfação do casal.

O professor aponta duas possíveis explicações para estes “tumultos” em uma relação. A “hipótese do deslocamento”, ou seja, o tempo gasto em smartphones reduz o significado das interações com o(a) parceiro(a), enfraquecendo a relação e a “Teoria do Conflito do Smartphone”, em que o dispositivo é uma fonte de conflitos entre o casal, o que gera outra fonte de enfraquecimento na relação.

Dica das especialistas do Instituto do Casal

Denise e Marina separaram algumas dicas importantes que podem ser seguidas para evitar que o vício no celular atrapalhe sua relação:

Dica 1: Limite seu tempo nas redes sociais

Esteja atento ao seu(sua) parceiro(a) e ao tempo que dedica a ele(a). Passar muito tempo ao telefone, em vez de dar atenção a pessoa que está com você, pode fazer com que ela se sinta sem importância e desvalorizada.

Uma boa dica, portanto, é limitar a quantidade de minutos que você passa por dia no telefone.

Dica 2: Tenha mais conversas presenciais

Ter uma boa comunicação é fundamental para o sucesso de uma relação. E isso pode não funcionar se a conversa de vocês for apenas virtual e/ou sem transparência. Dedique 15 a 20 minutos algumas vezes por semana para melhorar a comunicação de vocês.

É fundamental estabelecer um diálogo onde tudo pode e deve ser conversado abertamente.

Dica 3: Respeite os momentos de privacidade

Não é necessário conhecer todos os detalhes sobre os pensamentos e as atividades diárias do seu parceiro. Sendo assim, evite bisbilhotar os perfis das redes sociais da pessoa procurando encontrar pistas sobre ela.

Na maioria das vezes não se trata de esconder, mas apenas manter a individualidade e privacidade em conversas com amigos ou família. Portanto, não confunda não haver segredos entre vocês com privacidade., são coisas totalmente diferentes.

O Instituto do Casal pode ajudar!

Se você acha que interferência tecnológica pode estar causando problemas em seu relacionamento, saiba que o Instituto do Casal pode ajudar com a reconexão conjugal, além de possibilitar a descoberta de estratégias e formas para uma comunicação mais assertiva.

Para Marina, é imprescindível avaliar a extensão do problema. “Uma vez que você e seu(ua) parceiro(a) se tornam mais conscientes do problema, serão capazes de avaliar em conjunto se, e em que medida, o uso da tecnologia é realmente perturbador para suas interações e tempo juntos”.

Muitas vezes a tecnologia é parte necessária ou inevitável do dia a dia, por exemplo, por motivo de trabalho. Por isso, é importante reconhecer as demandas dos postos de trabalho, obrigações sociais ou parentais e outras situações que exigem a interferência tecnológica.

Com isso, é possível discutir com seu(ua) parceiro(a) maneiras de encontrar um melhor equilíbrio entre ser sensível às obrigações e demandas e minimizar os efeitos do uso do celular no relacionamento ou vida familiar.

Para finalizar, Denise explica que o diálogo se torna cada vez mais peça essencial e é importante jogar luz sobre o perigo silencioso que o “vício em celular” pode representar para as relações.

Tem dúvidas de como lidar com esse processo? Nós, Denise Figueiredo e Marina Simas, sócias-diretoras do Instituto do Casal, podemos te ajudar! Entre em contato pelo e-mail contato@institutodocasal.com.br  ou pelo telefone: (11) 99404-2702

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