Antes de se casar, Juliana era a rainha das micaretas e não perdia uma oportunidade para sambar, dançar e se divertir. Mas, depois do casamento, aproveitar o Carnaval se tornou complicado, já que Fernando não curte muito essa festa popular brasileira e prefere usar o feriado prolongado para descansar. Com isso, quando chega fevereiro, começam as brigas e discussões. Ela querendo sambar na avenida e ele querendo ir para bem longe da folia!
Juliana e Fernando são os personagens fictícios desta situação, que certamente é mais comum do que se imagina. Afinal, embora pressuponha-se que o casal tenha mais afinidades do que diferenças, no final das contas não é bem assim. Cada pessoa tem sua personalidade, seus gostos e sua maneira de encarar a vida.
E isso não é diferente quando falamos de Carnaval, ou seja, quando um dos parceiros quer pular até o dia amanhecer e outro não curte muito esse tipo de diversão. Para a psicóloga Marina Simas de Lima, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, é possível resolver o impasse sem colocar o casamento em risco.
“O casamento é uma oportunidade para treinar, quase que diariamente, a negociação de conflitos. Em relação ao Carnaval, é muito comum encontrar situações em que um dos parceiros não curte muito e o outro adora. Há aqueles que simplesmente não gostam, sem nenhum motivo específico. No entanto, há pessoas que por conta de condições como fobia social, medo de multidões ou outra questão emocional, não podem ou não querem participar deste tipo de festa”, diz Marina.
Combinado não sai caro
Para a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, independente do motivo, o casal precisa conversar. “Talvez o Carnaval seja algo muito importante na vida daquela pessoa. Então, o casal precisa negociar. A negociação precisa levar em conta o motivo e achar uma solução que deixe ambos confortáveis”.
“Se o combinado for que o (a) parceiro (a) irá sozinho para a folia, é preciso deixar bem claro os limites que o casal irá suportar. Isso quer dizer que é necessário colocar regras para que ambos saibam o que esperar dessa situação”, comentam as terapeutas.
Agora, caso a ideia de liberar o (a) parceiro (a) não for uma opção, o ideal é chegar num meio termo. “Se o Carnaval for algo muito importante para o outro, que tal pensar em ir junto, pelo menos um dia? Ao fazer isso mostramos que nos importamos com o outro, com a relação e que somos flexíveis o suficiente para participar de algo, mesmo não gostando. Certamente isso contará muitos pontos positivos e o outro poderá retribuir em outra situação”, comenta Denise.
Dicas
Segundo Marina e Denise, as estratégias usadas pelo casal para resolver seus conflitos podem predizer o desfecho. “O casal precisa se comunicar de forma respeitosa, ver o conflito com uma oportunidade de amadurecimento da relação, manter o autocontrole, se colocar no lugar do outro, ser flexível e tolerante. Cada escolha que fazemos é uma renúncia. Mas, se o casal for capaz de analisar o problema de forma colaborativa, considerando prós e contras, certamente achará uma boa solução”, finalizam.
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Tem dúvidas de como lidar com esse processo? Nós, Denise Figueiredo e Marina Simas, sócias-diretoras do Instituto do Casal, podemos te ajudar!
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