Casais brasileiros estão cada vez mais insatisfeitos com a vida sexual

Casais brasileiros estão cada vez mais insatisfeitos com a vida sexual

No Dia do Sexo, especialistas falam da importância da prática para a relação a dois

Perda de libido, falta de conexão, indisponibilidade de horários, rotina estressante, filhos… São muitos os impasses que afetam a prática e a qualidade do sexo dos casais atualmente e levam os casais brasileiros a se sentirem insatisfeitos com a vida sexual.

No próximo dia 6 de setembro será celebrado o Dia do Sexo. Será que há o que comemorar?

Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que 51% dos homens e 56% das mulheres estão insatisfeitos com a vida sexual. Uma pesquisa semelhante, realizada pelo Instituto do Casal, no final de 2016, revelou que 72,9% dos entrevistados relatam mudanças expressivas na relação sexual depois do casamento.

De acordo com a psicóloga e terapeuta de casais, Marina Simas de Lima, cofundadora do Instituto do Casal, há diversos fatores que atrapalham a prática sexual. “Um dos problemas mais relatados em consultório é que a maioria dos casais não sabe lidar com a rotina que o casamento traz. Além disso, falta de tempo, estresse no trabalho e até problemas financeiros podem afetar a vida sexual”, afirma. Segundo Marina, outros pontos como criação dos filhos, falta de sintonia e de comunicação também pode interferir no sexo.

Como resolver?
Segundo a psicóloga e terapeuta de casais, Denise Miranda de Figueiredo, cofundadora do Instituto do Casal, para melhorar a vida sexual é preciso estabelecer uma frequência que seja boa para o casal e melhorar a qualidade do sexo. “Cada casal tem seu próprio modo de funcionamento. Mas o sexo precisa ser algo combinado e planejado. Outro ponto é melhorar a qualidade. O que não pode acontecer é deixar de lado este assunto tão importante para a conjugalidade”.

“Para melhorar a qualidade do sexo é preciso analisar como andam as coisas, entender as expectativas do (a) parceiro (a) e juntos trabalhar para melhorar. Se há algo que incomoda, é preciso falar; se há algum problema físico é preciso tratar. O que não pode é jogar os problemas para debaixo do tapete”, diz Marina.

Sobre a frequência, a dica é anotar na agenda. “Pode parecer estranho, porque para a maioria das pessoas há o mito de que o sexo precisa ser natural e espontâneo. Porém, mesmo na época de namoro, o sexo é programado. A pessoa se arruma, se produz e já desperta a libido com a expectativa do que pode acontecer. No casamento também é preciso programar-se para o sexo, escolhendo um ou mais dias da semana que serão dedicados ao casal”, comenta Denise.

Sexo é importante no casamento?
Pense na única coisa que você só compartilha com seu (sua) parceiro (a). A resposta é o sexo. Você pode ir ao cinema, viajar, trabalhar ou fazer qualquer outra coisa com amigos ou sozinho (a). Mas, o que diferencia um relacionamento afetivo de uma amizade é a vida sexual. “O sexo é parte de um todo dentro de um casamento, mas é uma parte que faz toda a diferença. Uma vida sexual saudável mostra o grau de conexão e intimidade desse casal”, dizem as especialistas.

Apesar dos resultados das pesquisas mais recentes sobre a vida sexual dos brasileiros não serem animadores, as terapeutas afirmam que é possível ser mais feliz em relação ao sexo e dão algumas dicas para dar uma turbinada debaixo dos lençóis:

  • Namorem: As pesquisas do Instituto do Casal mostraram que os programas preferidos dos casais são aqueles que remetem à época do namoro, como viajar, ir ao cinema e ver filmes. Namorar é fundamental para manter o desejo sexual ou até mesmo para despertá-lo.
  • Vale “night”: Casais com filhos podem ter mais dificuldade em encontrar tempo para namorar. Mas, o ideal é pedir ajuda de familiares ou de amigos para que o casal possa, pelo menos uma vez por semana, ter algum momento a sós.
  • Chega de celular: Hoje as pessoas estão literalmente viciadas no celular e isso contribui para a falta de intimidade e de conexão com o (a) parceiro (a). É importante diminuir o uso quanto estiver em casa, nas refeições e, claro, na hora do sexo.
  • Toque mais: Sexo precisa de intimidade e nada melhor que o toque para aumentar a conexão. Na hora de ir dormir, mesmo que não haja sexo, é importante abraçar, beijar e estar perto. O toque desencadeia uma série de reações no organismo. O cérebro libera endorfinas, que dão a sensação de prazer e bem-estar, por exemplo, além de aumentar a ocitocina, o hormônio do amor.
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Responsável Técnico: Marina Simas de Lima – CRP 0644524-5

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