Dificuldades conjugais independem da orientação sexual

Dificuldades conjugais independem da orientação sexual

As imagens da Parada Gay 2017, que reuniu três milhões de pessoas em São Paulo no último domingo, dia 17 de junho, e que percorreram o Brasil e o mundo, reforçam a ideia da importância do respeito às diferenças e à diversidade na formação das famílias e na orientação sexual de cada um.

O clima de celebração, porém, não é suficiente para derrubar muitos tabus e mitos sobre os relacionamentos homoafetivos. Um deles é que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo é diferente daquele entre pessoas de sexos diferentes. Será?

“As pessoas têm que lidar com os desafios e problemas conjugais de uma relação a dois, independente de sua orientação sexual”. A afirmação é da psicóloga e terapeuta do Instituto do Casal, Denise Miranda de Figueiredo.

Segundo a especialista, os casais homoafetivos, passam por dificuldades conjugais semelhantes às dificuldades vividas por casais cuja orientação sexual é heterossexual. Para Denise, um relacionamento afetivo sempre trará dilemas e questões. Cada casal, dentro de sua complexidade e independente de sua orientação sexual, vai olhar e tentar resolver esses dilemas com os recursos que possuem.

“Engana-se quem pensa que as queixas relatadas em consultório pelos casais do mesmo sexo são extremamente diferentes do que aquelas que se ouve de casais com orientação heterossexual. Não existem situações diferentes só porque são casais homoafetivos. Existem, na verdade, situações diferentes porque cada casal enfrenta uma situação diferente”, acrescenta Marina Simas de Lima, psicóloga, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal.

Quando o assunto é dificuldade conjugal, as especialistas são categóricas. “Quando falamos em desafios da vida a dois, os dilemas apresentados por diferentes casais na nossa pratica clinica são mais semelhantes entre si do que podemos imaginar. O que difere, na maior parte das vezes, é a forma de resolução dos conflitos adotada por cada pessoa de acordo com suas histórias de vida, com a relação com o parceiro ou parceira, com as crenças sobre relacionamento, amor, casamento, etc”, dizem as especialistas.

Veja agora, de acordo com o Instituto do Casal, quais são as reclamações mais recorrentes que levam os casais, homossexuais e heterossexuais ao consultório:

  1. Problemas sexuais: O descompasso sexual, a falta de desejo ou outros problemas físicos que atrapalham o desempenho sexual são as queixas mais comuns na terapia de casal.
  2. Falta de tempo: Encontrar tempo para investir no relacionamento e curtir a vida a dois é o segundo problema mais recorrente que os casais trazem no consultório. Seja numa relação heterossexual ou num relacionamento homoafetivo, a falta de tempo é um desafio comum.
  3. Problemas financeiros: É comum que quando há dificuldades financeiras, o casal entre em crise. Isso é igual para todos.
  4. Maior dedicação aos filhos que ao casamento: Casais homoafetivos que têm filhos passam pelas mesmas dificuldades que um casal heterossexual na criação e educação. E quando o (a) parceiro (a) não consegue equilibrar bem o papel parental com o conjugal, a crise é inevitável.
  5. Falta de comunicação: Uma vez que os casais dedicam pouco tempo para o relacionamento, há pouca intimidade, pouca conexão e pouco sexo. Se falta tempo, também falta comunicação.

“Precisamos lembrar que casais com qualquer orientação sexual são formados para satisfazer algumas necessidades, como abrigo, segurança, expressão sexual, companheirismo, status social, afeição e amor. Os casais homoafetivos e os heterossexuais buscam a mesma coisa: se identificar como um casal. A única diferença que podemos perceber é quanto à orientação do desejo, ou seja, manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. No restante, são seres humanos procurando expressar seus desejos, vontades, angústias, dilemas e liberdade”, concluem as psicólogas.

Compartilhe no

Um comentário sobre “Dificuldades conjugais independem da orientação sexual

  • Louvo este Trabalho: sério, didático, objetivo e respeitoso. Quando digo isto, com toda sinceridade: é pelo fato de não estar presente neste Estudo a abjeta fraude linguística, sem base genética, biológica e anatômica, o substantivo GÊNERO, que em relação aos seres humanos corresponde a somente dois entes, homem e mulher.
    Todavia, entretanto, porém: há ainda a dificuldade de muitos de nós em entender a gravidade das locuções substantivas, como: Diversidade Sexual e Orientação Sexual e outras nesta mesma direção, que tendo amplo entendimento lato sensu legitimam ilícitos sexuais. Que ao meu juízo de cidadão, deveria ser simplesmente: BI ou HOMOSSEXUAL, que encampa plenamente essa prática eventual ou modus vivendi de qualquer ente humano, homem ou mulher. Qualquer coisa, além disto; é má intenção, não sua, mas de Ativistas que não respeitam ninguém e contaminam nossa fala.
    JORGE VIDAL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 

Responsável Técnico: Marina Simas de Lima – CRP 0644524-5

Nosso material tem como único objetivo fornecer informações e não deve ser utilizado
para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação.
Em caso de dúvidas, consulte um médico.

Termos e Serviços